artigos publicados
home » artigos » Sexualidade Feminina» Complexo de Édipo?
Voltar
Complexo de Édipo?

 

 

"O complexo de Édipo na mulher"

Para a psicanálise, na época de sua criação, a mulher passaria por uma fase equivalente ao complexo de Édipo (masculino), que era denominada, complexo de Electra, mas as correntes atuais, não utilizam esta separação.

O complexo de Édipo, ou posição edípica, segundo Freud é a etapa mais importante, no desenvolvimento da personalidade e, é nesta etapa que ocorre o temor a castração assunto do qual falávamos. Entre o terceiro e quarto ano e até o sexto e sétimo ano a criança desenvolve um maior interêsse, pelo genitor. Deste interêsse, surge nas fantasias infantis, a vontade de monopolizar todo o afeto do genitor desejado e, consequentemente, o desejo de anular, e do mesmo sexo.

No caso da menina, este interesse seria dirigido à figura paterna e, com isto ela entra em rivalidade com a mãe. Para entendermos como isto ocorre vejamos alguns exemplos: " a menininha (na idade acima citada) passou o dia todo com a mãe e, teve um comportamento digno de nota mas, a tarde quando o papai chega do trabalho ela " torna-se irritada e assume comportamentos agressivos " , " não quer sair do colo do papai " , " não deixa a mamãe ficar sossegada junto de papai para ver novela " , " se a mamãe está sentada junto do papai, ela quer sentar no meio dos dois ou, procura fazer tudo para chamar a atenção e interferir " , etc.

Ela age desta forma, para assim chamara atenção do pai sobre ela e, impedir que papai troque afeto com a mamãe. De outro lado, ela teve aquele comportamento ótimo durante o dia por que ela estava procurando ser como mamãe.
Isto pode ser observado nas brincadeiras: de casinhas; fazer comidinha; dançar e cantar frente ao espelho; brincar de mamãe usando as roupas ou sapatos dela; usar as pinturas dela, enfim, quer ser exatamente como ela, por que assim poderá atrair a atenção de papai. Agora, devemos ter em mente, que todos estes comportamentos, são absolutamente normais e, não devem de maneira nenhuma, ser impedidos, pois, fazem pare de um desenvolvimento normal. O ideal é que os pais, façam a criança entender que existe afeto para ela em quantidade suficiente e, que não existe esta suposta divisão de afetos. Para isto basta que quando ela tente interferir, " não seja punida " e, que os dois lhe dêem atenção e afeto, ajudando-a a entender que papai é de mamãe e, que os dois são dela ou, para ela.

Desta forma os pais estarão ajudando, a criança a elaborar tal posição edípica ou de electra. Psicanalíticamente, a resolução deste período ocorreria da seguinte forma: " a menininha desistiria do pai original e, com a maturidade viria a possuir um substituto do pai (um homem) e, a sua ligação infantil com a mãe seria compensada, vindo ela a se tornar " mamãe " também, e desta maneira readquiriria as gratificações do relacionamento " mãe-filho ".

Isto tudo é bastante importante de ser visto porque, se não houver uma resolução satisfatória deste período, pode então ocorrer uma série de alterações emocionais no futuro. Uma ligação excessiva com o pai pode interferir na capacidade de transmitir sentimentos positivos a outras pessoas; pode vir a fazer com que ela assuma características masculinas (do pai) e assim ter tendências homossexuais.

O medo excessivo da figura paterna (isto em casos de pais que são distantes ou não trocam afeto com as filhas) pode prejudicar a capacidade em lidar com pessoas do sexo masculino. Fica então evidenciado a existência do complexo de Édipo e o interêsse da menina pelo pai. E, o que é mais importante, fica esclarecido que esta fase deve ser passada e ajudada pelos pais da melhor maneira possível.

É bem melhor ajudar, ou evitar a criação do algum conflito durante a infância e, assim criar mulheres mais sadias psicologicamente, sem que, para isto tenham que recorrer a um especialista, ou assumir posições " feministas conflitivas ". Tenham sempre em mente que : " é melhor educar bem as crianças que, ter que remendar a mente de adultos. ! "