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Sexualidade Feminina

Ponto G

Ainda esta em estudos tanto a existência quanto a função do ponto “G”, em inglês, G-spot ou Grafenberg spot. É mais ou menos equivalente à próstata masculina, consistindo em uma região, não necessariamente um ponto, onde alojam-se as glândulas de Skene, que cercam a uretra. Não é visível aos olhos e um tanto duvidoso ao tato, situa-se logo abaixo do osso púbico, profundamente na parede anterior da vagina, entre sua abertura e o colo do útero.
Na prática, é alcançado e passível de estimulação, ao se introduzir toda a extensão do dedo indicador na vagina, ou com o pênis em algumas posições sexuais favoráveis. Cerca de 70% das mulheres em quem a estimulação do ponto “G” foi tentada, relatou-o como uma área bastante sensível e, se devidamente estimulada, levaríam-nas a experimentar um orgasmo bastante intenso. O outro grupo 30% das mulheres, nada sentiram, inclusive, relataram que a estimulação despertou vontade de urinar (talvez pela proximidade com a uretra). Ao ponto “G”, é atribuído a capacidade de induzir a uma ” ejaculação feminina “, fenômeno ainda não muito bem esclarecido e nem comprovado cientificamente.
O certo é que, se for de interêsse do casal, vale a pena explorar mais esta forma de prazer.

No homem o equivalente ao ponto G feminino é a próstata e pode ser estimulada da mesma forma.

Clitóris

O clitóris é o principal ponto de estímulo para a mulher e o que gera sempre o orgasmo. Embora algumas pessoas afirmem não existe diferença entre orgasmo clitoridiano e vaginal. Existe muita variação individual, biológica, entre as mulheres. Mesmo quando ocorre a penetração, o clítoris é estimulado pela fricção do pênis e o repuxamento da mucosa que envolve o clítoris. Creio que para as mulhetres o importante é obter o orgasmo e a questão se ele é clitoridiano ou vaginal fica secundária. O equivalente ao clitóris no homem é a cabeça do penis.

Estimulando as Zonas Erógenas

A maior parte das mulheres tem mais facilidade em obter o orgasmo pela estimulação do clitóris porque os parceiros no ato sexual estão mais preocupados com a penetração que com as carícias. Isto faz com que eles sejam muito rápidos e não deem tempo para que a mulher também consiga o orgasmo. O melhor caminho para o prazer sexual da mulher e o bom desempenho do homem são as preliminares. Quanto mais carícias preliminares mais a mulher se excita e mais rapidamente chega ao orgasmo e o homem consegue mais tempo na penetração por ficar menos tenso e ansioso. Além das carícias preliminares a forma de estímulo que tanto os homens como as mulheres respondem melhor é o estímulo oral. A fricção do clitóris com a língua produz uma sensação que todas as mulheres classificam como excelente. Afirmam que o resultado é bem melhor e mais rápido que com a ponta do dedo.
No homem a fricção da ponta da língua na cabeça do penis produz uma sensação boa e aumenta muito o padrão de excitação.


Técnicas que ajudam

Existem técnicas e posições sexuais que tornam a penetração mais prazerosa para a mulher que tem sensibilidade concentrada na região do clitoris.

1 ) A mulher abre as pernas, na posicao papai/mamãe. O homem se coloca sobre ela e introduz o pênis na vagina. Em seguida a mulher fecha as pernas e o homem desloca o corpo alguns centímetros para cima, fazendo contato do dorso do seu pênis com o clítoris. Os movimentos são feitos normalmente. Um travesseiro colocado sob a região lombar da mulher também provoca uma curvatura do pelve para frente, que facilita o atrito contra o clitoris.

2 ) Outra tecnica interessante é a mulher ou o parceiro atritarem o clitoris com o dedo mesmo durante a penetracao.
Esta técnica pode ser usada com o homem deitado e a mulher por cima.
Esta posição permite que ela ou ele toque e massageie o clitóris.
Esta posição também é indicada para homens que tem a ejaculação mais rápida. Ela facilita o controle pois, deixa o homem mais relaxado.
Quando o homem percebe que esta chegando ao ponto de ejacular ele pede a parceira que pare com os movimentos cortando assim o inicio da ejaculação.
Depois ela retoma os movimentos e o casal pode assim aproveitar mais tempo do ato sexual.

3 ) Outra posição que facilita o estímulo do clitóris durante a penetração e a conhecida “posição de quatro”.
A mulher fica de joelhos apoiando o corpo com o auxilio dos braços. O parceiro faz a penetração vaginal por trás e fica com as mão livres para estimular o clitóris e os seios.
Esta posição dá excelentes resultados para o casal. Partindo destas idéias o casal pode e deve inovar sempre no que se refere a vida sexual. A criatividade do casal é uma boa forma de melhorar a satisfação e não permitir que a relação se torne rotineira.

Complexo de castração

Qual é a realidade, quando afirmam que a ausência do pênis, seria uma determinante, da dita inferioridade feminina?

Não podemos deixar de dizer, que existe uma ligação, que como vimos anteriormente é praticamente imposta pelo processo educacional. Agora, a tal inferioridade feminina nada mais é que uma necessidade, de uma sociedade machista, onde o homem ” coisifica ” a mulher, por que ainda desta forma ele supõe ter assegurada sua posição de líder. Como vimos antes, toda aquela separação nas ações com os bebês masculinos e femininos, onde a menina, é criada em torno de um tabu, em relação a sua sexualidade e sua genitália; separação de brinquedos adequados ou não a elas; o controle de posturas; as brincadeiras que lhe são proibidas; e outros tantos pontos.

Em todas estas situações o menino tem maior autonomia e, a menina é mais cercada e, isto acaba despertando uma certa curiosidade na menina. Ela acaba ficando interessada em saber por que existe esta espécie de proteção e estas proibições. Quer saber por que o menino não sofre estas mesmas pressões.

Isto tudo ocorre em uma idade que a menina está ” descobrindo ” o seu corpo e está entrando no período da ” consciência ” e, de acordo com a psicanálise é nesta etapa que existe a incorporação do ” Superego “, aquela parte de nosso aparelho psíquico que determina as proibições e, consequentemente nossas aspirações.

Se somarmos todos estes pontos, não nos será difícil, entender como se sentirá a menina ao descobrir que o menino tem alguma ” coisa ” a mais que ela. Agora, vejamos isto tudo dentro de um enfoque mais psicanalítico. De acôrdo com Freud, o período de 3 a 5 anos é classificado como fase ” Fálica “, onde o pênis ou clitóris torna-se o foco das energias libidinosas. Os meninos manifestam grande interêsse quanto ao tamanho e consistência do pênis; na capacidade de dirigir o jato urinário; nas sensações agradáveis derivadas da seu toque; grande interesse pelo fato de que a metade das pessoas do mundo não o possuem (as mulheres).

Este é o início da preocupação com a força, o tamanho, o poder, a masculinidade; o desejo de ser mais forte, mais poderoso, a posse de objetos, e outras coisas que simbolizam isto tudo. É evidente, diante do exposto que a menininha se sentiria numa posição de inferioridade. Outro ponto importante desta fase é o fato de o menino poder dirigir seu jato urinário, motivo de grande orgulho, e o fato, de a menina por suas condições anatômicas não poder realizar, tal proeza; seria então nesta etapa um fator de inveja.

Tudo isto acontece, como já citamos, devido ao fato de não haver uma educação mais aberta no que diz respeito a sexualidade feminina. Em seguida a esta etapa viria, segundo Freud, a fase Edipiana. Etapa na qual a criança desenvolve um maior interesse pelo genitor do sexo oposto e, consequentemente uma rivalidade em relação ao do mesmo sexo.

Para a monopolização do genitor do sexo oposto, haveria então a necessidade de ” deslocar ” ou “anular ” o do mesmo sexo.Agora, como estes desejos são, na mente infantil, passíveis de punição, o garoto temeria a punição na forma de castração. Isto por que desta forma ele seria lesado de seu poder, ou do que para ele é tido como tal. Nas mulheres existiria então o temor de um dano adicional, uma vez, que, ” teoricamente “, a mulher já possui um senso de inferioridade pelo fato de não possuir um pênis ou possuir um ” muito pequeno ” (clitóris).

Teoricamente a mulher desejaria ter um pênis (algo que seja saliente; que pode ser “visto”; que realize coisas; torne-se ereto; dirija o jato urinário; etc). Consequentemente, a tal inveja do pênis seria manifestada por uma inveja das prerrogativas e privilégios masculinos, podendo então parcialmente explicar a necessidade de certas mulheres competirem com os homens quanto à roupa e aparência, bem como quanto o trabalho.

Agora paremos para pensar. Imaginemos, se educarmos nossas filhas sem estes pontos negativos, quanto não conseguiríamos modificar nossa sociedade de uma forma positiva. Teríamos indivíduos preocupados com realizações pessoais e sociais, sem o cunho ou a faceta da sexualidade que, é a precursora de tantos conflitos.Teríamos então homens e mulheres muito mais sadios psicológicamente, pois não estariam presos a conceitos individualistas, machistas e retrógrados.

Masturbação feminina e tabus

A mulher que se masturba, tem tendências homossexuais ?
Não. Este tabú foi criado, pelo fato da mulher atingir o orgasmo sem ocorrência de uma penetração e, nos contatos homossexuais femininos não existe a presença do pênis na ação sexual. A homossexualidade está alicerçada em fatores psicológicos e afetivos que, não têm ligação direta com a ação masturbatória.

A mulher que se masturba, pode se tornar frígida ?
Não. Este argumento foi, durante muito tempo, usado com a finalidade de inibir a sexualidade da mulher jovem. Fica evidente que, se uma mulher atinge o orgasmo, através de uma atividade masturbatória ela não é, e nem será uma mulher frígida, pois, ela é orgásmica.

A jovem que se masturba, terá problemas de crescimento e problemas na pele ?
Não. Este argumento, também foi durante muito tempo, usado para cercear a sexualidade feminina. Os problemas da pele, comuns na jovem, são originados por fatores hormonais. As mudanças hormonais da puberdade são mudanças normais. Quanto a questão do crescimento, ele é determinado por fatores constitucionais, e não é alterado por uma atividade masturbatória. É falso pensar que a masturbação, causa algum desgaste físico e interfere no crescimento.

A masturbação altera o ciclo menstrual ?
Não. A atividade masturbatória não interfere no ciclo menstrual. Conforme recentes pesquisas, concluiu-se que um orgasmo ocorrido antes da menstruação, diminui a tensão e diminui as cólicas menstruais. Este orgasmo pode ser obtido por um ato sexual ou uma masturbação.

Mulheres espancadas

O HOMEM QUE ESPANCA A MULHER

Através dos trabalhos desenvolvidos pelo Centro de Estudos e Pesquisas do Desenvolvimento da Sexualidade Humana, pudemos constatar alguns aspectos do perfil psicológico do “marido agressivo”. Basicamente em todos os casos, o homem possuía uma forte “relação de posse” sobre a mulher. Seu relacionamento com a mulher desenvolve-se como se ela fosse uma “propriedade sua”. Todos os casos apresentavam uma forte tendência ao “ciúme obsessivo”. Vemos como ciúme obsessivo os casos onde as “cenas” são constantes e infundadas.
O ciúme é desencadeado por qualquer motivo, por mais insignificante que aparente. Concluímos que este tipo de homem possui forte “grau de imaturidade emocional e afetiva”. É um adulto com reações emocionais e afetivas de uma criança, pois possui grande dificuldade de lidar com “frustrações” e com a própria “agressividade”.
Suas reações diante de frustrações são “primitivas ou infantis”. Por exemplo: tal “brinquedo” me desagrada, eu o “destruo”.”Se você não brincar como eu quero eu não brinco mais e, se insistir eu te bato”.
Em todos os casos o indivíduo agressivo teve uma infância marcada por situações de agressividade. Em sua maioria, vieram de lares onde imperava o “exercício de autoridade”.
Pais que constantemente brigavam física ou verbalmente diante da criança. Pais que educavam usando “o bater como forma pedagógica” para qualquer situação.
Pais que usavam constantes “ameaças” para conseguir da criança um comportamento desejado.

PORQUE O HOMEM BATE NA MULHER

Vamos separar em itens os fatores desencadeantes de situações de agressividade, embora em muitos casos eles encontram-se entrelaçados ou interligados. A separação nos serve para um melhor entendimento.

a) Problemas mentais – grande parte dos homens agressivos apresenta traços psicopáticos e, a situação onde ocorre a agressividade funciona como um “surto da doença”. Boa parte apresenta traços “paranoides”, isto é, apresentam fantasias, medos e idéias persecutórias profundamente irracionais. Possuem fortes tendências à auto-destruição e auto-agressividade. A mulher funciona como uma válvula para suas tensões e seus “fantasmas”. Ele transfere para a mulher seus temores e tenta destruí-los nela, o que evidentemente, pode gerar consequências gravíssimas. São os casos onde a mulher é barbaramente espancada.
Outro fato é a forma “amor/ódio” em relação a figura materna(que ele carrega da infância para a vida adulta). Agride a “mãe” na mulher logo depois, torna-se carinhoso e amoroso, demonstrando estar muito arrependido. Só que a situação tende a repetir-se sempre.


b) Falta de diálogo – na maior parte dos casais, onde a mulher sofre agressões, pudemos observar uma quase total falta de diálogo. São aqueles casos onde o homem “tem sempre razão”. São aqueles casais com vasto histórico de brigas verbais. O homem que chega à agressão física é aquele que não admite estar errado e “impõe-se pela força física”. Popularmente é “aquele que não dá o braço a torcer”. Nestes casos, observa-se que o tipo de mulher envolvida é aquela que foi gerada e educada em um lar onde imperava o exercício de poder(conforme citamos anteriormente).
Em seu histórico encontramos sempre : “papai brigava sempre com mamãe”. “Meu pai era muito severo, batia em minha mãe e, se eu chorasse apanhava também”. “Me lembro de muitas discussões entre meu pai e minha mãe, na minha infância”. E assim por diante.


c) Marido alcoolizado – em grande partes dos casos o homem estava embriagado no momento da agressão. Em outros a bebida é lugar comum na vida do agressor. O homem que chega à agressão pela bebida, tem uma forte censura psicológica e grande insegurança quanto a sua masculinidade. A bebida age como liberadora desta censura e desencadeia um auto grau de agressividade que estava reprimida. São aqueles “tipos” que quando embriagados dizem “faço e aconteço”, são os “machões”(movidos à álcool), etc. Então em casa eles descarregam em sua mulher suas “incompetências e insatisfações”.


d) Dificuldades sexuais – em grande parte dos casos observa-se total falta de adequação sexual. A insatisfação sexual gera discórdia e insegurança, podendo levar a situações de agressividade. Em sua maioria, os agressores sofrem de dificuldades com a ereção. Outros, são tipo ansiosos com processos de ejaculação rápida. Quase sempre a mulher não obtêm satisfação sexual com estes parceiros. Outro tipo é o parceiro “sadomasoquista”, aquele que agride, depois torna-se extremamente carinhoso e procura a mulher, sexualmente, como uma forma de reconciliação. Outros são aqueles que no momento do orgasmo agridem física ou verbalmente, diminuindo a mulher e aumentando sua própria satisfação.


e) Auto-imagem frágil – homens inseguros quanto a sua masculinidade ou com o “papel de homem”, sentem-se muito abaixo de suas próprias expectativas no meio social. Não conseguem cumprir suas próprias exigências do que é ser um “verdadeiro homem” sentindo que os outros são mais capazes. No meio sócio-profissional são muito inseguros e em casa afirmam-se na mulher. “Em casa quem manda sou eu”, “só eu canto de galo”,”comigo é assim , saiu da linha leva …” e assim por diante.


A MULHER QUE APANHA DO HOMEM

Vejamos alguns aspectos do perfil psicológico da mulher agredida.

a) A aceitação
Existem casos em que a mulher ocupa certa cumplicidade na manutenção do comportamento agressivo do parceiro. Mulheres originadas em famílias onde a violência ou os castigos físicos faziam parte do cotidiano, podem possuir marcas em sua estruturação, que na vida adulta são desencadeantes de situações agressivas. Inconscientemente, buscam “repetir” situações primitivas em suas relações. Estas marcas podem influenciar também na escolha do parceiro. Este tipo de mulher pode optar por parceiros propensos a agressividade, como forma de solucionar problemas. Na etapa do namoro chegam a admirar o comportamento agressivo do parceiro. Namorados “brigões” acabam sendo vistos como tipos protetores e a atitude agressiva do parceiro contra os outros, como forma de estar protegida. Parceiros ciumentos acabam sendo “bem vistos” pois, o ciúme figura como forma de “amor”.
Podemos afirmar, que certas famílias praticamente educam as filhas na aceitação de atitudes agressivas por parte do homem. Elas educam a menina como um elemento “frágil” e “necessitada de proteção”. Em alguns casos, na infância, “o apanhar” era registrado como uma forma de afeto, era estar sendo protegida (dos próprios erros) e querida. Em adulta, esta mulher pode sentir as atitudes agressivas como “estar sendo gostada”.
Fica claro que nos casos citados, a mulher é portadora de problemas emocionais e precisa de ajuda psicológica para elaborar estes “fantasmas”da infância.


b) As dificuldades econômicas
grande parte das mulheres que permanecem em relacionamentos marcados por situações de agressividade verbal e/ou física, alegam não ter condições de se manter e nem aos filhos, se saírem da relação. Este ponto é aceito de uma maneira geral, pela forma “machista” da sociedade, onde o homem tem no dinheiro uma forma de controle sobre a mulher. Em geral, a mulher que sofre este tipo de pressão e agressão, já aceitava a situação na fase do namoro e, na maioria dos casos vem de famílias onde sua liberdade era controlada pelo dinheiro.
Pais que ameaçam e/ou cortam o apoio financeiro da filha, no sentido de obter “respeito, obediência, etc.” podem originar tamanha insegurança na filha que posteriormente ela se sente incapaz, de sobreviver sem estar sendo “protegida” por um homem. A alegação : “como vou fazer para sobreviver e/ou cuidar dos filhos se não tenho emprego nem dinheiro”. É a justificativa mais comum na manutenção da mulher nos relacionamentos agressivos. De certa forma na atual conjuntura este é o maior empecilho na solução destes casos.


c) Sentimentos de culpa
boa parte das mulheres que permanecem em relações agressivas, sentem-se culpadas por não ter realizado um casamento tido como “ideal”. Muitas acabam escondendo que apanham dos parceiros. Foram educadas para cumprir um papel : “o papel de mulher bem casada”. Sentem-se incapazes de aceitar o fato de que erraram na escolha. Realizar um “bom casamento” é de certa forma um “objetivo de vida” para este tipo de mulher. Falhar neste intento, acaba sendo “pior” que a manutenção de uma péssima relação. Algumas acabam aceitando a ideia que é “o seu destino”. Como em geral, o parceiro agressivo torna-se “muito afetivo” depois de situações violentas, a mulher vive na esperança de que a relação “mude com o tempo”. Desta forma, o tempo vai passando, as dificuldades aumentando e a solução se complicando. “Meu casamento não é de todo ruim e os bons momentos (raros) acabam compensando este lado negativo”. Assim permanecem, sem vislumbrar uma saída.

O QUE FAZER?


a) “Aguentar o destino”
esta primeira opção, embora pareça um tanto irracional, é tomada por muitas mulheres. Conforme vimos grande parte das mulheres esperam “que com o tempo mude”. Isto ocorre, porque de um modo geral o parceiro agressivo, torna-se carinhoso, após a ocorrência de situações agressivas. É importante lembrar que estas mudanças ocorrem, não por arrependimento da ação, e sim por sentimentos de culpa gerados por fantasias primitivas (vindas da infância). Acreditando nestas súbitas melhoras e achando que elas podem ser ampliadas, a mulher entra no “jogo” e tenta então tornar-se mais carinhosa ou então aproveita a situação para criticar o fato ocorrido. Qualquer das duas opções não impedem a repetição das situações agressivas. A fonte geradora da agressão é alicerçada na má estruturação da personalidade e, portanto se não forem trabalhadas a nível psicoterápico continuarão persistindo.


b) ” Procurar ajuda na família “
em muitos casos a ajuda da família pode ser valiosa, pelo simples fato da situação agressiva não estar encoberta. Muitas mulheres criam “histórias “para justificar o aparecimento de ferimentos”. Agindo assim, praticamente estão dando o aval para a repetição das agressões. A ajuda da família do agressor pode ser de grande valia pois, os pais tem certa força hierárquica sobre o agressor.


c) “Ajuda profissional “
procurar este tipo de ajuda é sempre uma boa medida pois, grande parte dos agressores tem certa consciência sobre sua falha e podem aceitar esta ajuda.

“Um líder religioso”
pode ser uma saída em vários casos pois, além do fato de eles estarem habilitados para este tipo de situação, tem também o fator hierárquico. Esta pode ser uma forma de “refazer o plano de vida”.

“Um psicoterapeuta “
é o profissional mais habilitado para estes tipos de casos. Em especial os de formação para “Terapia de casais”. Na terapia de casais, aprende-se a refazer o plano de vida e superar a dificuldades que levam à agressão.

“Um advogado”
é a saída, quando todas as outras possibilidades forem esgotadas. Esta procura deve ser usada na organização de um processo de separação. Em muitos casos a separação acaba sendo válida, pois a manutenção de uma vida a dois, marcada por situações de violência é ruim para a mulher e péssima para a formação dos filhos, os que mais sofrem com este tipo de situação.

“Centros de ajuda comunitária”
são clínicas de atendimento gratuito, grupos de apoio comunitário, “Delegacia da Mulher” , clínicas de universidades, e outros locais onde encontrar ajuda. Isto se você não tem condições financeiras para arcar com o ônus de uma ajuda profissional.

Complexo de Édipo?

“O complexo de Édipo na mulher”

Para a psicanálise, na época de sua criação, a mulher passaria por uma fase equivalente ao complexo de Édipo (masculino), que era denominada, complexo de Electra, mas as correntes atuais, não utilizam esta separação.

O complexo de Édipo, ou posição edípica, segundo Freud é a etapa mais importante, no desenvolvimento da personalidade e, é nesta etapa que ocorre o temor a castração assunto do qual falávamos. Entre o terceiro e quarto ano e até o sexto e sétimo ano a criança desenvolve um maior interesse, pelo genitor. Deste interesse, surge nas fantasias infantis, a vontade de monopolizar todo o afeto do genitor desejado e, consequentemente, o desejo de anular, e do mesmo sexo.

No caso da menina, este interesse seria dirigido à figura paterna e, com isto ela entra em rivalidade com a mãe. Para entendermos como isto ocorre vejamos alguns exemplos: ” a menininha (na idade acima citada) passou o dia todo com a mãe e, teve um comportamento digno de nota mas, a tarde quando o papai chega do trabalho ela ” torna-se irritada e assume comportamentos agressivos ” , ” não quer sair do colo do papai ” , ” não deixa a mamãe ficar sossegada junto de papai para ver novela ” , ” se a mamãe está sentada junto do papai, ela quer sentar no meio dos dois ou, procura fazer tudo para chamar a atenção e interferir ” , etc.

Ela age desta forma, para assim chamara atenção do pai sobre ela e, impedir que papai troque afeto com a mamãe. De outro lado, ela teve aquele comportamento ótimo durante o dia por que ela estava procurando ser como mamãe.
Isto pode ser observado nas brincadeiras: de casinhas; fazer comidinha; dançar e cantar frente ao espelho; brincar de mamãe usando as roupas ou sapatos dela; usar as pinturas dela, enfim, quer ser exatamente como ela, por que assim poderá atrair a atenção de papai. Agora, devemos ter em mente, que todos estes comportamentos, são absolutamente normais e, não devem de maneira nenhuma, ser impedidos, pois, fazem pare de um desenvolvimento normal. O ideal é que os pais, façam a criança entender que existe afeto para ela em quantidade suficiente e, que não existe esta suposta divisão de afetos. Para isto basta que quando ela tente interferir, ” não seja punida ” e, que os dois lhe deem atenção e afeto, ajudando-a a entender que papai é de mamãe e, que os dois são dela ou, para ela.

Desta forma os pais estarão ajudando, a criança a elaborar tal posição edípica ou de electra. Psicanaliticamente, a resolução deste período ocorreria da seguinte forma: ” a menininha desistiria do pai original e, com a maturidade viria a possuir um substituto do pai (um homem) e, a sua ligação infantil com a mãe seria compensada, vindo ela a se tornar ” mamãe ” também, e desta maneira readquiriria as gratificações do relacionamento ” mãe-filho “.

Isto tudo é bastante importante de ser visto porque, se não houver uma resolução satisfatória deste período, pode então ocorrer uma série de alterações emocionais no futuro. Uma ligação excessiva com o pai pode interferir na capacidade de transmitir sentimentos positivos a outras pessoas; pode vir a fazer com que ela assuma características masculinas (do pai) e assim ter tendências homossexuais.

O medo excessivo da figura paterna (isto em casos de pais que são distantes ou não trocam afeto com as filhas) pode prejudicar a capacidade em lidar com pessoas do sexo masculino. Fica então evidenciado a existência do complexo de Édipo e o interesse da menina pelo pai. E, o que é mais importante, fica esclarecido que esta fase deve ser passada e ajudada pelos pais da melhor maneira possível.

É bem melhor ajudar, ou evitar a criação do algum conflito durante a infância e, assim criar mulheres mais sadias psicologicamente, sem que, para isto tenham que recorrer a um especialista, ou assumir posições ” feministas conflitivas “. Tenham sempre em mente que : ” é melhor educar bem as crianças que, ter que remendar a mente de adultos. ! “

O início da formação desenvolvimento da sexualidade feminina

“O início da formação”

Como primeiro assunto,vamos enfocar as diferenças entre a estruturação masculina e a feminina. Existem vários pontos de diferenciação e, podemos afirmar que a maioria são frutos de um pensamento ou visão patriarcal, onde se pretende, colocar a mulher em uma posição de inferioridade. É bastante evidente, em nossa sociedade o “machismo”, atualmente um pouco abatido pelas novas posições da mulher.

Que fique bem claro, que não pretendo adotar uma posição de apoio ao ” feminismo”, pois tanto um como outro são extremistas e portanto conflitivos e competitivos, sempre em sentido de anular ou ofuscar, um ou outro. A mulher, é evidente, tem seus papéis sociais e pode ampliá-los, sem que para isto entre em conflito consigo própria e após com a sociedade.

Para podermos entender este aspecto, faremos algumas observações sobre as bases e estruturação, da dita personalidade feminina, para podermos através deste estudo, divisar novas ou melhores metas em função de reduzir tais expectativas. A diferenciação, começa já no primeiro ano de vida e, é transmitida já nesta época a criança. Se observamos o comportamento dos adultos em relação aos bebês, notaremos que quando se trata de um bebê masculino ele praticamente já é reforçado a valorizar seu “pênis”.

Por exemplo: quando se banha um bebê masculino, não existe preocupação com os presentes, não nos preocupamos em esconder sua genitália, pelo contrário, até se brinca em relação ao seu “pipi”. Quando se trata de um bebê feminino, a coisa se processa diferente. Existe então, uma preocupação excessiva em não deixar ver a sua genitália, como se “ela” ou “aquilo” fosse uma coisa “feia” ou até mesmo “suja”. Fica então bastante claro que desde o início da vida, os adultos já transmitem suas fantasias ao bebê.

É como se elas, ” os adultos “, temessem a sexualidade feminina e, esta é uma posição típica machista. É claro, que o bebê ainda não tem nenhuma noção sobre isto, mas este comportamento dos adultos, em relação ao fato contínua. Vejamos, quando o bebê um pouco maior, dificilmente vemos uma menina sem a calcinha, isto porque é feio”.

Mas o mesmo não acontece ao menino, é bastante comum o infante desnudo. E, até acham “engraçadinho”. Quantas vezes já tive oportunidade de observar um papai dizer ao menininho: ” cadê o pipi do nenêm “. Mas nunca vi esta situação em relação à menina!

Então eu me pergunto, qual será o motivo ? Serão nossas dificuldades em ação, ou, o que ? Deixaremos este ponto ainda em aberto para posteriormente abordarmos mais a fundo a questão. Vejamos agora. Em relação, por exemplo, as formas de sentar-se. O garoto senta-se de qualquer maneira e ninguém se preocupa em chamar sua atenção.
Quando se trata de uma menininha, por menor que seja, já nos preocupamos quanto as suas posturas, bem no estilo: ” menina não senta assim ou assado “, e estamos sempre ali “controlando” como se fosse uma coisa ” horrorosa ” aparecer a calcinha ou como se sua genitália fosse alguma coisa que devesse ser ” anulada ” de seu corpinho.

E quando a menininha, tem a “ousadia”, de colocar sua mãozinha lá… Lá está o adulto, “tire a mão daí que é feio, é caca”, e outras tantas qualificações que agora não me ocorrem. Não é preciso citar a diferença, quando se trata do menino. Parece que os adultos não entendem que este tocar ” lá “, faz parte do processo de descobrimento de seu próprio corpo e, portanto é um procedimento ” natural ” que será ainda mais natural se não projetarmos nossas ” fantasias ” neste procedimento.

Vamos dedicar um pouco de nosso tempo para pensarmos sobre isto, mas com uma mente aberta.

Sexo durante a gravidez e na menstruação

Atividade sexual durante a gravidez?

Esta é uma pergunta feita com frequência. Muitos tabus existem quanto às atividades sexuais, durante a gravidez. A vida sexual do casal, não deve ser anulada, durante o período de gravidez. Em sua maioria as mulheres, ficam mais sensíveis, e mais responsivas sexualmente, durante esta etapa.

O casal deve, a medida em que a gravidez evolui, e a “barriguinha” aumenta, procurar posições sexuais, mais adequadas, fugindo do convencional, pois é evidente, que a barriguinha atrapalha nas posições convencionais. Isto não ocorre com as posições laterais, que também são satisfatórias.

A atividade sexual, pode ir, até bem próxima ao parto, salvo com contra indicações, em casos especiais, feita pelo médico. Não existe, conforme muitos homens pensam, risco de se causar danos ao feto. O útero, protege bem a criança, e não existe risco de ela ser lesada por uma penetração. É importante que o casal continue com sua vida sexual ativa, pois isto impede, que eles se afastem física e afetivamente.

A gravidez deve ser sempre desenvolvida em um clima de harmonia e amor, pois assim, a criança nascerá de uma relação afetiva positiva, e isto só será saudável para seu desenvolvimento emocional.

Sexo e menstruação

Fatos e fantasias sobre a menstruação

A pergunta comum foi : Durante a menstruação pode-se ter atividade sexual ?
A resposta é “SIM “, pois o fluxo menstrual não impede ou diminui a sensibilidade dos parceiros sexuais. O sangue menstrual é limpo e puro, as noções de ” sujo ” são preconceituosas e alicerçadas no desconhecimento da sexualidade feminina. Grande parte das mulheres não sofre alterações na sensibilidade durante o período menstrual, podendo então desenvolver um ato sexual satisfatório. Algumas mulheres sentem-se constrangidas quanto a pratica sexual durante a menstruação por ” informações errôneas ” obtidas durante o aprendizado.

Aspectos, tais como: menstruação é suja, tem mau cheiro, é lesiva ao pênis, etc., não passam de fantasias sem fundamento. Grande parte dos homens não procuram atividades sexuais durante a menstruação da parceira por ” impedimentos de fundo psicológico “. Sangue está para eles fortemente associado a ferimento, dor e desprazer, desencadeando assim fantasias inibitórias.

Outra pergunta comum : O sangue menstrual é nocivo ao pênis ?
A resposta é “Não “.

Esta dúvida foi criada pela desinformação e pelos temores masculino desencadeados nos conceitos de ” coisa suja “. Na realidade o sangue menstrual nada tem de nocivo e, é absolutamente limpo e puro, portanto os contatos sexuais podem ser mantidos durante o período menstrual sem qualquer impedimento.

“Uma mentira !” A menstruação deixa a mulher suja , portanto após o fluxo menstrual ela deve fazer uma ducha interna. Esta colocação é incorreta, conforme citamos antes o fluxo menstrual é absolutamente limpo. A higiene íntima antes, durante e após a menstruação deve ser a mesma. Não é necessário qualquer processo de ducha, o banho convencional é o suficiente. Duchas em excesso são incorretas, pois diminuem a resistência e a proteção natural da vagina.

“Uma besteira !” Durante a menstruação a mulher limpa o corpo do sangue que não lhe serve. Esta colocação nada tem de real, pois o sangue perdido durante a menstruação é o sangue usado pelo organismo na preparação do útero para uma possível gravidez. Não engravidando este sangue é expelido naturalmente e não apresenta qualquer propriedade de purificação do sangue restante.

” Mais besteiras ! ” Durante a menstruação a mulher deve evitar: lavar a cabeça, praticar a natação ou qualquer outro esporte.
Estas afirmações são absolutamente incorretas e falsas. Durante a menstruação a mulher pode e deve levar sua vida sem qualquer tipo de prevenção.
Lavar a cabeça durante a menstruação é tão arriscado como lavá-la em qualquer outro dia fora do período menstrual.
Durante e menstruação a mulher pode nadar, dançar ou praticar esporte sem qualquer risco. A menstruação não deixa a mulher frágil.

“Esta é triste !” Flores e plantas murcham se tocadas por uma mulher menstruada. Esta é uma besteira descabida e totalmente infundada. É tão absurda como a colocação de que, um bolo não cresce se feito por uma mulher menstruada.

É possível ocorrer uma gravidez com a prática sexual durante a menstruação ?
A possibilidade de ocorrer uma fecundação durante o fluxo menstrual é tão pequena, que grande parte dos autores, sobre sexualidade, afirmam ser nula a chance de se engravidar.

“Mais outra !” É real a afirmação de que as mulheres se tornam mais apetentes ou estimuladas ao ato sexual durante a menstruação ?
Não existe qualquer comprovação de que as mulheres se tornem mais excitadas durante a menstruação. Grande parte das mulheres colocam que sentem-se mais excitadas durante o período que antecede a menstruação e também durante o período imediatamente após o cessamento do fluxo menstrual.

Anatomia externa e interna da vagina

Anatomia externa da vagina

Vamos em primeiro lugar estudar os genitais externos descritivamente.

* Vulva: denominação usada para o conjunto dos genitais externos.

* Monte de Vênus: denominação usada para a proeminência da região púbica, é a região onde se desenvolve maior pelosidade.

* Clitóris: abrindo-se os lábios da vulva, na região superior vamos encontrar o clitóris, um pequeno órgão protuberante, macio e muito sensível. É o órgão responsável por grande parte do prazer sexual da mulher. Sendo uma região sensível é o ponto mais responsivo à estimulação direta. Na masturbação, o orgasmo é atingido pela fricção direta do clitóris.

* Pequenos lábios: são como duas pequenas abas finas sem pelosidade. Durante o processo de excitação eles ficam intumescidos, aumentando sensivelmente durante a penetração.

* Glândula de Bartholin: situada nos pequenos lábios, uma de cada lado. Durante o processo de excitação esta glândula secreta um fluido que facilita a lubrificação e a penetração.

* Grandes lábios: são como duas abas maiores, sobrepostas aos pequenos lábios. Começam no monte de Vênus e terminam no períneo. São a parte mais externa da vulva e são cobertos de pelosidade.

* Períneo: é o espaço entre o orifício anal e a vulva.

* Uretra: orifício e canal por onde se conduz a urina da bexiga para fora. É o pequeno orifício encontrado entre o orifício vaginal e o clitóris.

* Hímen: é uma pequena dobra de pele que fecha, parcialmente a entrada da vagina. Existem muitos tipos de hímen e o mais comum é o chamado anelar por ser semelhante a um anel. Pelo orifício do hímen são eliminadas as secreções internas e após a puberdade a menstruação. Em circunstâncias normais o hímen se rompe durante a primeira relação sexual, mas isto pode ocorrer acidentalmente sem que a mulher tenha tido alguma experiência sexual. Existem tipos de hímen que são denominados “complacentes ” e não se rompem facilmente durante uma relação sexual, pois são constituídos de fibras mais elásticas que permitem um intercurso sexual sem lesão. Nenhum hímen precisa de processo cirúrgico para seu rompimento, exceto em casos de não haver perfuração (casos raríssimos) e seu não sangramento durante um primeiro contato não é indício de que a mulher já teve contato anterior (conforme se pensava antigamente). A penetração fácil em um primeiro contato também não é indicativo de que já houve contato anterior.

Anatomia interna da vagina


Conduto vaginal: começa após os pequenos lábios e termina junto ao colo do útero. Possui uma variação em tamanho, de mulher para mulher, que vai de 7,5 a 12,5 cm de comprimento. Tem a forma de um tubo achatado pois as paredes se tocam. A elasticidade do conduto vaginal, possui uma capacidade de expansão que permite que se ajuste a qualquer espessura do pênis. Sua expansão maior ocorre durante o parto e após algum tempo ela retorna ao estado anterior. Durante a excitação aparecem pequenas gotas de fluido lubrificante sobre a parede vaginal. Estas gotas são um indício de excitação e ocorrem no sentido de facilitar o processo de penetração.
Em estado de excitação os vasos sanguíneos das paredes vaginais enchem-se de sangue aumentando sua sensibilidade e possibilitando satisfação para a mulher. O conduto vaginal possui a propriedade de limpar-se por si mesmo, portanto lavagens regulares são dispensáveis (a não ser quando indicadas pelo médico) pois eliminam as substâncias naturais que protegem e mantêm a vagina limpa.

Colo do útero: é a parte mais estreita do útero localizada e em contato com a extremidade final do conduto vaginal. Possui uma abertura muito pequena por onde passa o fluido menstrual mas sua elasticidade permite a passagem do bebê durante o parto. Por esta abertura é que os espermatozoides passam na tentativa de fecundação.

Útero: tem o formato de uma pera com a parte mais estreita voltada para baixo. Mede de 7,5 a 10 cm. de comprimento por mais ou menos 7,5 cm. de largura. Durante a gravidez chega a medir 27 a 30 cm. de comprimento. As paredes uterinas são muito espessas e de grande elasticidade pois elas abrigam o feto durante seu crescimento e após o parto retomam suas medidas anteriores.


Menarca

É a denominação do início dos ciclos menstruais da menina, sua primeira menstruação. É sempre muito importante que os pais conversem com a filha esclarecendo sobre esta ocorrência, pois ela é um dos pontos mais importantes da vida de uma garota. A menarca representa, além do aspecto biológico que coloca a mulher em condições de gerar um filho, uma mudança psicológica de suma importância em sua estruturação. Uma garota bem orientada e que receba esta mudança de maneira natural, estará mais bem integrada consigo e portanto mais adequada a assumir esta nova etapa da vida.

Quando uma mãe orienta uma filha em relação à menstruação, deve ter o cuidado de não transmitir conceitos negativos tais como: noções extremadas sobre a necessidade de “higiene especial” durante a menstruação que podem criar a ideia de uma “coisa suja “; noções de que estando menstruada deve ter cuidados especiais em sua atividade diária, criando assim alterações no seu relacionamento com o meio.

Durante a menstruação a mulher pode realizar qualquer atividade que realize não estando menstruada.


Menstruação

Entre a puberdade e a menopausa, a mulher que não está grávida elimina a cada 28/30 dias o revestimento interno do útero. Da menarca (primeira menstruação) até a menopausa, o endométrio, que reveste o útero prepara-se mensalmente para receber um óvulo. Esta preparação ocorre no sentido de propiciar ao óvulo condições adequadas para se instalar em contato com a parede uterina.

O óvulo já instalado, encontra-se assim preparado para ser fecundado. Se não ocorrer contato sexual que propicie sua fecundação ele é eliminado. Portanto, em não ocorrendo uma fecundação e a consequente eliminação do óvulo junto com a mucosa ocorre o fluxo menstrual. Este fluxo é formado pelo desligamento da mucosa que revestia o útero e com a eliminação das pontas dos vasos sanguíneos ligados, a ela.

Este processo de preparação para uma possível fecundação vai ocorrendo em ciclos mensais, se não ocorrer a fecundação. Se em um destes ciclos um espermatozoide atingir o óvulo fecundando-o, ele continua instalado na parede uterina e vai desenvolvendo-se até a formação do bebê. Neste caso a mulher não menstrua pois a mucosa permanece para propiciar o desenvolvimento da gravidez.

Os brinquedos e as brincadeiras

A separação dos brinquedos e brincadeiras.

É evidente que causa várias influências no psiquismo feminino, mas antes quero abrir mais uma observação sobre o problema do controle nas meninas. Todo aquele controle, do qual falávamos, vai aos poucos sendo “impresso” na mente feminina em desenvolvimento. Para cada censura, a menina acaba criando uma resposta defensiva a nível corporal, ou melhor, cria uma tensão localizada.

Por exemplo: no caso de sentar-se e ter que manter as pernas fechadas, ela tem que criar uma tensão localizada na área genital, isto por que para a criança em desenvolvimento é bastante difícil controlar seu corpinho.


Portanto, ela precisa tensionar certos grupos musculares para manter tal postura. Para que possamos melhor sentir o fato, basta que nos sentemos e exerçamos força para juntar os joelhos ou para manter as pernas cruzadas. Vamos então verificar que nossa área genial fica pressionada ou constrita e, portanto mais perceptível.

No caso da criança, com este controle ela também vai tornar sua região genital mais sensível e portanto sujeita a maiores respostas com pouco estimulo. Disto deriva o interesse em certas crianças na manipulação dos genitais e também a coloca exposta a um maior número de proibições (“tire a mão daí”, e outras já citadas) e com tais proibições surge maior curiosidade e um maior interesse em relação aos genitais.

Esta situação acaba por se tornar cíclica: censura / tensão / estímulo / proibição = maior interesse = maior censura, e assim por diante. Todos sabemos que existe sempre certo interesse em relação às coisas proibidas e o que citamos acaba por ser uma forma de reforço para que a criança se manipule às escondidas, o que vai causar vários reflexos na sexualidade adulta os quais abordaremos em ocasião oportuna.

Agora, quanto à questão, posso afirmar que a separação de “brinquedo de menino” e “brinquedo de menina” é um tanto negativa e, causa influências não só no psiquismo da menina como também no do menino.

Vejamos o fato de se atribuir à menina as brincadeiras com bonecas, casinhas, fogõezinhos, roupinhas, etc. Isto é fruto de uma mentalidade um tanto antiquada, onde o interesse do “grupo” era adequar ou preparar a mulher para assumir o papel de mãe, para cuidar dos filhos, da casa, isto porque para este ” grupo “, a mulher era assim como um ” objeto ” que tinha uma determinada função, atribuída sempre de acordo com as necessidades, ” não dela “, e sim do grupo.

Tais funções, é evidente, colocavam a mulher em uma posição de inferioridade e cercavam todos os seus potenciais criativos, sempre em acordo com as necessidades do grupo.

O fato de uma menina brincar com ” coisas de menino ” (bola, luta, e outros) não vai de modo algum reduzir ou interferir em sua feminilidade pois ela é inata e, portanto tais proibições, os ” não pode “, ” não faça “, são sinais ainda restantes deste interesse do grupo citado e, que refletem em nosso meio gerando uma sociedade machista e patriarcal, onde se pretende a todo custo manter a mulher em uma posição de inferioridade.

Se as mulheres (mães) se conscientizarem destes fatos, pois mesmo elas auxiliam nesta separação, devido à importância da mulher (mães) na educação de outras futuras mulheres, é evidente que conseguiremos uma sociedade menos conflitiva e sem a necessidade da mulher (feminista) ter que lutar por uma melhor posição na sociedade, uma posição que quase sempre é confundida com o papel do homem.

O que vemos é a mulher muitas vezes lutando para ocupar o lugar do homem, como se ela ocupando tal lugar as coisas fossem mudar. É pena porque nesta luta a mulher acaba se masculinizando e isto evidentemente não é necessário pois, ela pode melhorar sua condição social sem reduzir ou modificar sua posição feminina. Tanto a mulher como o homem têm um lugar no espaço social e podem ser nivelados ou igualados sem interferir na sexualidade. Para a mulher basta que ela consiga entender o seu “SER “, sua “SEXUALIDADE “, sua “PERSONALIDADE”, seu “CORPO”, coisas que muitas mulheres desconhecem, ou melhor, estão um tanto afastadas de sua realidade.

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